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Polícia Civil do Amazonas pede prisão preventiva de médica e técnica apontadas em morte do menino Benício

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A Polícia Civil do Amazonas solicitou à Justiça a prisão preventiva da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva, ambas investigadas pela morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, em Manaus. O pedido ocorre no âmbito das investigações sobre o atendimento prestado ao garoto no Hospital Santa Júlia, onde ele faleceu em novembro após receber doses de adrenalina pela veia, procedimento que não é habitual para o caso apresentado.

Benício foi levado ao hospital com sintomas de tosse seca e suspeita de laringite, mas, durante o atendimento, recebeu a medicação que teria sido prescrita de forma equivocada. A criança apresentou piora súbita após a aplicação e acabou falecendo horas depois, na madrugada do dia 23 de novembro.

A investigação da Polícia Civil, conduzida pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), aponta que a médica teria admitido em mensagens e documentos que prescreveu a medicação de forma incorreta. A técnica de enfermagem, por sua vez, aplicou a adrenalina conforme a prescrição recebida.

Além do pedido de prisão, as autoridades também apuram se houve uso indevido de carimbo médico com indicação de especialidade que a profissional não possuía oficialmente, o que pode configurar falsidade ideológica e uso de documento falso.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogou recentemente o habeas corpus preventivo que havia sido concedido à médica, o que abriu caminho para o novo pedido da Polícia Civil. A decisão judicial sobre as prisões agora aguarda análise.

A família do menino segue na busca por respostas e reforça o desejo de que situações semelhantes não voltem a ocorrer.

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