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Líder que se dizia membro de igreja comandava tráfico interestadual com apoio de servidores públicos em Manaus

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Operação Erga Omnes prende líder de organização criminosa que se passava por membro de igreja evangélica e revela envolvimento de servidora pública e ramificação interestadual do tráfico.

Notícias policiais – Uma organização criminosa com atuação interestadual foi desarticulada durante a Operação Erga Omnes, que resultou na prisão de pelo menos cinco pessoas que fazem parte do grupo investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional. A polícia aponta um homem identificado como Allan Kleber Bezerra Lima, como líder do esquema. Segundo a apuração, ele se apresentava como membro de uma igreja evangélica, utilizando a imagem religiosa como forma de ocultar as atividades criminosas.

“O líder da organização criminosa infelizmente não foi preso ele fugiu as 3h da manhã do local onde estava em São Paulo mas a esposa dele foi presa uma ação muito exitosa da Polícia Civil de SP”, disse o delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) em Manaus.

De acordo com as investigações Allan Kleber é acusado de operar o tráfico de drogas em larga escala no Amazonas, utilizando empresas de fachada e contando com a colaboração de agentes públicos e advogados.

Segundo o delegado Marcelo Martins as apurações, intensificadas a partir de agosto de 2025, revelaram a presença do grupo dentro da estrutura estatal.

Servidores públicos teriam favorecido o esquema
Durante coletiva, o delegado Marcelo Martins afirmou que a organização contava com apoio interno de agentes públicos.

“Identificamos a participação de servidores públicos de várias esferas, inclusive municipal e até do Tribunal de Justiça, que favoreciam o tráfico de drogas aqui em Manaus”, declarou.

As investigações começaram após uma apreensão anterior de grande porte, quando foram localizados mais de 500 tabletes de maconha tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, embarcações utilizadas no transporte dos entorpecentes, veículo para logística terrestre e aparelhos celulares.

Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Com autorização judicial, foram realizadas extrações de dados telemáticos, quebras de sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio e sequestro de bens.

Apreensão de 500 tabletes de skunk deu origem ao inquérito
A investigação começou após uma grande apreensão realizada em ação policial anterior. Na ocasião, foram encontrados mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, duas embarcações utilizadas no transporte da droga, um veículo utilitário empregado na logística terrestre e diversos aparelhos celulares. Um dos envolvidos foi preso em flagrante.

O volume e o tipo de material apreendido levantaram suspeitas sobre a existência de uma estrutura criminosa mais ampla, o que levou à instauração de inquérito para identificar a cadeia de comando, financiadores, operadores logísticos e possíveis colaboradores internos.

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