O Irã amanheceu neste domingo (1º) sob um comando interino após a morte do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, em um bombardeio atribuído a uma ação coordenada entre Estados Unidos e Israel. O ataque atingiu o complexo presidencial na madrugada de sábado (28), mergulhando o país em uma crise política e sucessória sem precedentes desde a Revolução Islâmica de 1979.
Em resposta, o Conselho de Discernimento do Interesse do Estado anunciou a escolha do aiatolá Alireza Arafi para chefiar o conselho interino de liderança. Segundo o porta-voz Mohsen Dehnavi, Arafi terá a missão de conduzir o país ao lado de um colegiado que inclui o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, e um jurista do Conselho dos Guardiões. O grupo garantirá a estabilidade institucional enquanto a Assembleia dos Peritos define um sucessor permanente.
A transição ocorre em um dos momentos mais voláteis da história recente do Irã. Detentor do poder absoluto sobre política externa, Forças Armadas e Judiciário, o Líder Supremo é peça-chave na teocracia iraniana. Agora, com Arafi no comando interino, o regime enfrenta o desafio de manter a coesão interna e responder às tensões externas em meio à incerteza sobre os rumos políticos da nação.


