_O absurdo maior, segundo Plínio, é o governo suspender recursos para combater o narcotráfico liberando as fronteiras, mas manter recursos para o Ibama e Força Nacional continuarem dinamitando flutuantes de famílias que fazem garimpo artesanal de subsistência em municípios do Amazonas”
BRASÍLIA. Parceiro nas ações das Forças Armadas no Amazonas com destinação de recursos de suas emendas parlamentares, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) condenou veementemente a decisão do governo do presidente Lula de cortar R$ 4,3 bilhões do orçamento da Defesa deste ano, levando o Exército brasileiro a suspender operações em curso na fronteira do Brasil de monitoramento contra o crime organizado.
Em discurso no Senado, Plínio considerou absurdo o fato do governo deixar abertas as fronteiras para o narcotráfico, mas continuar dando recursos para o Ibama e Força Nacional continuarem com operações de explosão de flutuantes de famílias que fazem garimpo artesanal de subsistência em vários municípios do Amazonas.
_ E – pasmem, vocês! – é o mesmo Governo que financia a Guarda Nacional, o Ibama e a Polícia Federal, para perseguir o garimpeiro extrativista, o garimpeiro familiar, na minha terra, explodindo suas casas, que são os flutuantes, para dizer que são narcotraficantes ou financiados pelo narcotráfico. Não têm dinheiro para fiscalizar a fronteira – livre, passa quem quiser, do jeito que quiser -, mas têm dinheiro para dinamitar flutuantes de famílias que vivem do extrativismo familiar há décadas _ protestou Plínio.
Segundo reportagem da CNN , dos R$ 4,3 bilhões previstos e contingenciados, cerca de R$ 1,5 bilhão eram destinados especificamente ao Exército, que vinha desenvolvendo operações na fronteira.
_ O Exército Brasileiro, com as migalhas que vão dar, não vai mais poder fiscalizar as fronteiras deste país com a Colômbia, com o Peru. E esse Exército, essas manifestações e operações são para fiscalizar, exatamente, o narcotráfico _ condenou Plínio.
Plínio explicou que lhe cabe, como senador, apontar e discutir essas ações danosas do Governo.
_ Saibam aqueles que me ouvem agora e até os amazonenses que votaram em mim: acreditem, vocês não me mandaram aqui para dizer amém o tempo todo. Nem na igreja a gente diz amém o tempo todo, quanto mais no Senado Federal. Eu estou aqui para dizer o que você, amazonense, me mandou dizer: “não quando tem que dizer “não” e “sim” quando tem que dizer “sim.” No momento, é tempo de dizer “não” ao Governo Federal _ disse Plínio.


