Militar da reserva defende uma ação mais enérgica de combate ao crime organizado e destaca que o Amazonas está na rota das facções criminosas
O pré-candidato a deputado federal Coronel Menezes (Avante) saiu em defesa do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que voltou a defender que facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificadas oficialmente como organizações terroristas.
Segundo Menezes, a medida jamais seria adotada por um governo do PT, que, na avaliação dele, trata o tema da segurança pública de forma equivocada e sem a seriedade que a situação exige.
“O PT jamais fará isso. Essas facções criminosas precisam ser colocadas nesse prisma. PCC e Comando Vermelho espalham terror, controlam territórios, impõem regras e desafiam o Estado brasileiro”, afirmou.
O militar da reserva também defendeu uma atuação mais incisiva das Forças Armadas no combate ao crime organizado. Segundo ele, o país possui unidades especializadas para enfrentar ameaças classificadas como terrorismo, mas qualquer emprego dessas tropas depende de autorização do presidente da República.
“Nós temos Forças Armadas e tropas especializadas em ações antiterrorismo. Por que não utilizá-las no combate a esses grupos que aterrorizam a população? Infelizmente, em vez de promover um debate sério sobre segurança pública, muitos preferem distorcer a discussão por motivos eleitorais”, declarou.
A proposta de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas voltou a ser debatido após manifestações de Flávio Bolsonaro sobre o avanço do crime organizado e a necessidade de ampliar os instrumentos legais de combate às organizações criminosas que atuam em todo o território nacional.
Menezes também ressaltou que a discussão é especialmente relevante para o Amazonas, por ser um estado localizado em uma região estratégica para as rotas do narcotráfico e constantemente impactado pela atuação de facções criminosas.


