Amazonas

Aviões enviados para combater queimadas seguem parados em Manaus por falta de visibilidade

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Email

Manaus-AM — Seis aviões mobilizados pelo governo federal para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas permaneciam estacionados no aeroporto de Ponta Pelada, no bairro Crespo, zona sul de Manaus, na manhã desta quarta-feira (14). As aeronaves ainda não haviam iniciado as operações naquele momento devido às condições de visibilidade, conforme informou a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado.

Fumaça dificulta início das operações

Imagens registradas pela equipe do portal Fatos Marcantes mostram os seis aviões no pátio do aeroporto. Por volta das 10h, as aeronaves continuavam no local, enquanto o estado enfrentava focos de incêndio e fumaça.

Às 11h38, o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo Filho, informou que havia sido comunicado pelos pilotos sobre a falta de condições adequadas de visibilidade para a decolagem.

Em uma nova mensagem, enviada às 11h47, ele afirmou que as equipes preparavam voos em altitude mais baixa para monitoramento e possíveis lançamentos de água. No entanto, não informou quando as aeronaves poderiam decolar nem confirmou o início das atividades.

Força-tarefa reúne aeronaves e brigadistas

A mobilização federal foi anunciada na segunda-feira (12), após divergências entre os governos estadual e federal sobre os pedidos de apoio para enfrentar os incêndios no Amazonas.

Na ocasião, o Ministério do Meio Ambiente informou que 11 aeronaves seriam empregadas na operação, entre elas seis aviões Air Tractor. A força-tarefa também contava com 290 brigadistas para reforçar o trabalho de combate ao fogo.

Visibilidade é fator de segurança

A redução da visibilidade pode impedir operações aéreas de combate a incêndios, inclusive com aeronaves equipadas com instrumentos de navegação. Em voos realizados em baixa altitude, os pilotos precisam identificar os pontos de lançamento, evitar obstáculos e manter a coordenação com as equipes em terra.

Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação sobre o início das missões dos seis aviões estacionados em Ponta Pelada.

Também não foram detalhados o número de voos realizados desde a chegada das aeronaves, as áreas atendidas ou a quantidade de água eventualmente lançada. Esses dados são importantes para dimensionar a atuação do reforço aéreo no combate às queimadas no Amazonas.

Foto: Fatos Marcantes

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Email

Notícias Relacionadas