Política

Plínio Valério agradece 948 mil votos e reafirma compromisso com o Amazonas no Senado

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Em primeiro discurso após as eleições, senador defendeu o impeachment de ministros do STF e reforçou a luta pela BR-319 e pela Zona Franca de Manaus

Reeleito para mais oito anos no Senado Federal com 948.793 votos, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) agradeceu a confiança dos amazonenses e reafirmou seu compromisso com a defesa dos interesses do estado. Em pronunciamento no Plenário, o parlamentar destacou que continuará atuando pela pavimentação da BR-319, pela preservação da Zona Franca de Manaus e pela fiscalização dos poderes da República.

“Minha primeira palavra tem que ser e não pode ser diferente: agradecer a Deus, agradecer ao povo do Amazonas que me concedeu a bênção da reeleição”, declarou o senador, ao iniciar seu primeiro discurso após o resultado das urnas.

Plínio Valério reafirmou que continuará defendendo o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em sua avaliação, ultrapassem os limites de suas atribuições constitucionais. O senador ressaltou que suas críticas são direcionadas à atuação de integrantes da Corte, e não à instituição, cuja importância para a democracia brasileira reconheceu.

O senador amazonense também defendeu que os ministros respeitem os limites estabelecidos pela legislação. “A lei está acima de qualquer ministro, seja ele quem for, com o sobrenome que tenha. Eles estão ali para interpretar a lei, e não para fazer leis”, acrescentou.

BR-319, Zona Franca e desenvolvimento da Amazônia

O parlamentar destacou que a defesa do Amazonas continuará no centro de sua atuação no Senado Federal. Entre as prioridades, citou a pavimentação da BR-319, a defesa da Zona Franca de Manaus e o combate às más ONGs ambientalistas.

Plínio Valério voltou a criticar as dificuldades de integração terrestre do Amazonas com o restante do país e afirmou que a população amazonense não pode continuar privada de infraestrutura adequada.

“Eu moro numa capital chamada Manaus, que tem mais de 2 milhões de habitantes, mas não tem uma estrada, não tem alguma coisa via terrestre que nos ligue ao resto do Brasil. Não nos dão esse direito”, declarou.

O senador também questionou a atuação de organizações não governamentais ambientalistas e criticou a falta de medidas preventivas diante dos períodos de seca, cheia e queimadas que atingem anualmente a região amazônica.

Durante seu pronunciamento, o senador ressaltou a importância do conhecimento e da experiência de quem vive na região para a formulação de políticas públicas voltadas à Amazônia. “Na Amazônia, saber nadar é mais importante do que qualquer mestrado em qualquer área”, concluiu.

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