Maduro é acusado de participar de uma conspiração para enviar cocaína ao território americano, ter ligações com o Cartel de los Soles
Mundo – Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (7), que vão pagar até US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O novo valor é o dobro da quantia oferecida no fim de julho — quando Washington havia fixado a recompensa em US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 135 milhões) — e representa a maior já colocada sobre um chefe de Estado em exercício pelo governo americano.
O anúncio foi feito em comunicado conjunto pelo Departamento de Justiça e pelo Departamento de Estado, que classificaram a medida como uma “recompensa histórica”. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que Maduro “usa organizações terroristas estrangeiras como o TDA” e reforçou o compromisso norte-americano de combatê-lo judicialmente.
De acordo com o cartaz divulgado pela DEA (Agência de Repressão às Drogas dos EUA), Maduro é acusado de participar de uma conspiração para enviar cocaína ao território americano, ter ligações com o Cartel de los Soles e conspirar para utilizar armamento pesado — incluindo metralhadoras e dispositivos explosivos — em apoio a atividades de narcotráfico internacional.
A ofensiva integra um conjunto de ações do governo americano que classificam Maduro como envolvido em narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
Comparação histórica
O novo valor ultrapassa o oferecido pelos EUA por Osama Bin Laden logo após os atentados de 11 de setembro de 2001. À época, o governo americano anunciou US$ 25 milhões pela captura do líder da Al-Qaeda, que então se tornou o homem mais procurado do planeta. A cifra de Maduro é, portanto, o dobro daquela que marcou um dos episódios mais emblemáticos da caçada internacional conduzida por Washington.


