Com queda de 49,2% na mortalidade materna e mais de 271 mil mulheres atendidas, estado consolida rede de proteção
Às vésperas do Dia das Mães, celebrado neste domingo (10/05), o Governo do Amazonas destaca uma agenda de políticas públicas que, ao longo dos últimos anos, vem ampliando o alcance de ações voltadas diretamente a esse público. As ações, iniciadas na gestão do ex-governador e presidente estadual do União Brasil, Wilson Lima, seguem em execução e estão sendo ampliadas pelo atual governador Roberto Cidade, que é do mesmo partido. As ações têm foco na saúde, assistência social, geração de renda e habitação.
“Estamos ampliando ações que garantem dignidade, saúde e autonomia para as mães amazonenses, fortalecendo uma rede de proteção que alcança desde o pré-natal até a geração de renda”, destaca o governador Roberto Cidade.
Dados da Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) confirmam uma trajetória de queda na mortalidade materna. Em 2025, o estado registrou queda de 25% na mortalidade materna em relação a 2024, que já havia ficado em 39,2%. Houve também redução de 11% na mortalidade infantil, impactada pela ampliação da rede assistencial, com a abertura de mais de 85 leitos neonatais em todo o estado.
O resultado é atribuído à ampliação do pré-natal, ao aumento da oferta de exames, como testes rápidos de HIV e sífilis, e ao reforço na qualificação de profissionais da rede de saúde, com foco na detecção precoce de riscos na gestação. Entre as principais estruturas desse atendimento está a Rede Alyne.
Coordenada pela SES-AM, esse programa organiza o atendimento materno-infantil desde o pré-natal até os dois primeiros anos de vida da criança. O modelo integra toda a rede de maternidade do Estado, com a atenção básica e especializada, garantindo, assim, que a gestante saiba antecipadamente onde será atendida, reduzindo a busca por vagas no momento do parto. A rede acompanha, por ano, cerca de 81 mil gestantes e 210 mil crianças, assegurando acesso a vacinas, teste do pezinho e consultas de rotina.
No parto, o estado mantém enfermeiros obstetras, Centros de Parto Normal e equipes capacitadas para atendimento de urgência e redução de cesarianas desnecessárias. No pós-parto, conta com bancos de leite humano, leitos neonatais e o acompanhamento da saúde da criança.
O governo também ampliou o acesso a serviços especializados, zerando a fila de mamografias na regulação estadual e implantando o Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), vinculado à Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCcecom). Trata-se da primeira unidade no país voltada exclusivamente à realização de conizações, com capacidade para até 3 mil procedimentos por ano.
Com o +Saúde da Mulher ampliou o acesso a consultas, exames e cirurgias ginecológicas para reduzir filas, com meta de até 8 mil procefimentos até o final de 2026 e cerca de 10 mil ultrassonografias mensais. Já o Saúde AM Digital leva atendimento médico por telemedicina, incluindo ginecologia, para mulheres em todo o estado, especialmente no interior.
Na rede materno-infantil, maternidades como Balbina Mestrinho, Ana Braga e Dona Lindu foram modernizadas e contam com Centros de Parto Normal intra-hospitalares, voltados à humanização do atendimento.
Já na área de proteção social, o estado criou o Cadastro Estadual de Mães Atípicas (Lei nº 7.809/2025) e estabeleceu a reserva de 3% das vagas de emprego para mães de pessoas com deficiência, em uma iniciativa intermediada entre o governo e a iniciativa privada.
» HABITAÇÃO, RENDA E EMPREGO – Na esfera social, o alcance das políticas permanece mais expressivo entre mães chefes de família. O Auxílio Estadual atende mais de 300 mil famílias, sendo cerca de 90% chefiadas por mulheres, o que representa mais de 271 mil mães beneficiadas diretamente com repasses mensais de R$ 150.
O Crédito Rosa, voltado ao empreendedorismo feminino, já atendeu mais de 4,5 mil mulheres e movimentou mais de R$ 29 milhões na economia. Em 2025, o estado liberou mais de R$ 23 milhões. Na habitação, o Amazonas Meu Lar, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), prioriza mães chefes de família na titularidade dos imóveis e na entrega de títulos definitivos, garantindo maior segurança jurídica e estabilidade para famílias em situação de vulnerabilidade.
Para o ex-governador Wilson Lima, os resultados são fruto de uma construção iniciada nos últimos anos ainda em sua gestão. “Estruturamos políticas que hoje permitem ao estado avançar com mais eficiência, com foco na saúde, na assistência e na inclusão produtiva das mães”, diz.
O segundo vice-presidente estadual do União Brasil e ex-secretário da Sedurb e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo, ressalta que os avanços passam por investimentos pensados para realmente melhorar a qualidade de vida da população e com foco especial nas mulheres.
“No Amazonas Meu Lar, assim como em outros programas conduzidos na Sedurb e UGPE, há um foco todo especial na mulher, nas mães que sustentam suas famílias. É assim, por exemplo, com relação a entregas de moradias, a tão sonhada casa própria, em que a titularidade do imóvel fica em nome das mães. São políticas que se conectam e ampliam o impacto social das ações”, afirma.
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