_ Após duas décadas sem novos equinos, renovação do plantel fortaleceu atividade da PMAM, que passou de 30 para cerca de 200 famílias atendidas_
O movimento de um cavalo pode representar muito mais do que uma simples caminhada. Para pessoas com deficiência, a equoterapia utiliza a interação com o animal como instrumento terapêutico, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades, estímulos motores e qualidade de vida.
Celebrado neste 09 de agosto, o Dia Nacional da Equoterapia chama atenção para a importância dessa prática, que une profissionais especializados, animais treinados e acompanhamento individualizado para auxiliar no desenvolvimento de crianças, jovens e adultos.
No Amazonas, uma iniciativa desenvolvida pela Polícia Militar (PM) ampliou seu alcance nos últimos anos e passou a atender cerca de 200 famílias, fortalecendo uma atividade que já fazia parte das ações do Regimento de Policiamento Montado Coronel Bentes (RPMon), a Cavalaria.
A expansão ocorreu a partir de investimentos realizados durante a gestão do coronel Vinícius Almeida no Comando-Geral da PM, com a renovação do plantel da Cavalaria. Após 20 anos sem receber novos equinos, a unidade adquiriu 40 cavalos da raça Brasileiro de Hipismo, com o aporte de R$ 3,5 milhões.
A chegada dos novos animais ampliou a capacidade da equoterapia. Antes, a atividade atendia cerca de 30 famílias, com duas equipes e quatro cavalos destinados exclusivamente ao atendimento. Com a renovação da estrutura, o projeto passou a contar com cinco equipes e dez cavalos, alcançando atualmente cerca de 200 famílias com pessoas que possuem diferentes patologias e síndromes.
As sessões são realizadas de segunda a sexta-feira, com duração média de 30 minutos. A expansão também contribuiu para reduzir a fila de espera, com a oferta de aproximadamente 30 novas vagas por semestre, conforme a evolução dos participantes e as altas terapêuticas.
Para o coronel Vinícius Almeida, fortalecer a equoterapia representou também ampliar a aproximação da Polícia Militar com a sociedade, oferecendo uma oportunidade para famílias que muitas vezes não teriam condições de custear esse tipo de acompanhamento especializado.
“Quando uma instituição pública consegue oferecer um serviço que transforma a vida das pessoas, ela cumpre uma missão que vai além da sua atividade principal. A equoterapia é um exemplo disso. Muitas famílias não teriam condições de pagar por um tratamento como esse e, por meio da Polícia Militar, conseguem oferecer aos seus filhos uma oportunidade de desenvolvimento, inclusão e qualidade de vida”, destaca o coronel.
Além da atuação voltada à equoterapia, o RPMon também utiliza outros 50 cavalos nas atividades de segurança pública na capital.
Neste Dia Nacional da Equoterapia, a experiência da Polícia Militar do Amazonas mostra como investimentos em estrutura e planejamento podem ampliar iniciativas já existentes e gerar impactos que chegam diretamente às famílias, fortalecendo a relação entre a instituição e a sociedade.


