Uma quadrilha envolvida no sequestro de um empresário idoso, que resultou na perda de mais de R$ 700 mil, foi desmantelada por policiais do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP). Entre os presos estão o filho adotivo da vítima e um funcionário, que arquitetaram o crime.
Os presos foram identificados como Arleson da Silva Pinheiro, João Kayb Damascena Martins, David Francisco Alves Sá e Douglas Oliveira de Lima. Eles são acusados de participar ativamente do sequestro ocorrido no dia 10 de setembro, que teve como vítima um empresário do ramo odontológico com mais de 70 anos.
De acordo com as investigações, o crime foi planejado por David Francisco Alves Sá, filho adotivo da vítima, que convivia com o empresário desde os seis meses de idade, com a colaboração de Douglas Oliveira de Lima, funcionário do setor de entregas da empresa.
Para a execução do sequestro, a quadrilha alugou um veículo Onix branco e furtou placas de um carro com as mesmas características para dificultar a identificação pela polícia. No entanto, a estratégia não foi suficiente para despistar os investigadores, que, com o apoio do cerco eletrônico da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, identificaram o veículo utilizado pelos criminosos.
Arleson da Silva Pinheiro foi o responsável por alugar o veículo e, após o crime, tentou trocá-lo por outro de cor diferente, na tentativa de evitar sua identificação. No entanto, os policiais localizaram o novo veículo e o apreenderam nas proximidades da Avenida Max Teixeira, no bairro Cidade Nova.
Após a prisão, Arleson confessou sua participação no crime e delatou os demais envolvidos, incluindo João Kayb e Douglas, conhecido como “Dodo Jogador”, além do filho adotivo da vítima, David, e o entregador Douglas, que foram responsáveis por coletar informações sobre a rotina e os percursos da vítima.
Com João Kayb e Arleson, a polícia encontrou munições e drogas. Douglas, o “Dodo Jogador”, além de funcionário da empresa, era encarregado de levantar a rotina e os itinerários da vítima e repassar as informações para os demais membros da quadrilha.
Durante a ação criminosa, a vítima foi mantida em cativeiro em um beco na Rua da Prosperidade, bairro Compensa, local que foi visitado pelos investigadores durante as diligências.
João Kayb já possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas, associação para o tráfico, associação criminosa e porte de arma de fogo de uso restrito. Douglas também já havia sido preso por tráfico de drogas e associação ao tráfico.
Todos os envolvidos foram presos pelos crimes de extorsão com privação de liberdade da vítima, porte de munição de uso permitido, associação criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, furto qualificado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e receptação, e foram apresentados em audiência de custódia.
A polícia também identificou outros suspeitos de integrar o grupo criminoso, sendo eles José Rodrigues de Souza Junior, conhecido como “Juninho”, Normando Alves da Silva Neto, o “Netão”, e Ruan da Silva Dabella. A polícia solicita o apoio da população para localizar os suspeitos.
As investigações continuam para identificar outros participantes do crime. Durante os trabalhos policiais, foram recuperados e restituídos cerca de R$ 100 mil à vítima.
A dinâmica do crime e as funções de cada integrante foram detalhadas pela polícia:
- David: filho adotivo da vítima, mentor intelectual do sequestro.
- Douglas “O Dodo Jogador”: funcionário da empresa, responsável por contratar os executores e estudar a rotina da vítima.
- José Rodrigues “O Juninho”: responsável por recrutar a equipe de sequestradores e ceder as armas.
- Normando “Netão”: responsável por escoar os valores decorrentes das transações via PIX.
- João Kayb: executor do crime e elo da quadrilha com “Netão”.
- Ruan Dabella: executor do crime e responsável por furtar as placas do veículo.
- Arleson: alugou o veículo usado no crime.
A polícia apurou que “Netão” e “Juninho” enganaram os demais membros da quadrilha, declarando que o valor total do resgate foi de R$ 150 mil, quando, na verdade, o montante ultrapassava R$ 700 mil. “Netão” é apontado como protegido do narcotraficante Jhonsson “O Playboy” e teria se apropriado da maior parte do dinheiro.


