A nave Orion utiliza a gravidade lunar para ganhar impulso e levar a tripulação a uma distância recorde, marcando um novo marco na exploração espacial
Os astronautas da missão Artemis II iniciaram nesta segunda-feira (6) a fase final de sua aproximação da Lua, quando alcançaram o ponto de inflexão no qual a gravidade lunar exerce uma atração maior sobre a nave do que a gravidade da Terra.
A nave Orion utilizará a gravidade lunar para ganhar impulso em um sobrevoo que levará a tripulação a uma distância recorde, superando qualquer ponto do espaço alcançado pelo ser humano até hoje. A missão, iniciada na quarta-feira da semana passada, entrou no que a Nasa denomina esfera de influência lunar às 4h42 GMT (1h42 de Brasília) e em breve realizará o primeiro sobrevoo lunar desde 1972.
Nesta etapa, a missão estará a quase 63.000 quilômetros da Lua e a 374.000 quilômetros da Terra, informou um funcionário da Nasa.
A agência espacial americana publicou no domingo uma imagem registrada pela tripulação, na qual a Lua aparece distante e a bacia Oriental visível. “Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista por olhos humanos”, informou a Nasa.
A enorme cratera, que se assemelha a um alvo, já tinha sido fotografada anteriormente por câmeras orbitais. A tripulação da nave Orion tem os americanos Christina Koch, Reid Wiseman e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen.
“Obrigado a vocês e a toda a equipe em terra por perpetuar o legado da Apollo com a Artemis. Boa viagem e um retorno seguro”, desejou o astronauta do programa Apollo Charles Duke, 90.
O americano é um dos últimos homens que participaram de uma missão na Lua, em 1972. Desde então, nenhum ser humano havia se aproximado do satélite natural.


