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Venezuela inicia produção do fuzil russo AK-103 em parceria com Rostec

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A Venezuela deu início à produção local do fuzil de assalto AK-103, modelo desenvolvido na Rússia, em uma fábrica inaugurada recentemente com apoio da estatal Rostec. O anúncio foi feito pelo diretor executivo da Rostec, Oleg Yevtushenko, durante a cerimônia de abertura da planta dedicada inicialmente à fabricação de cartuchos para a arma.

De acordo com Yevtushenko, o projeto prevê não apenas a montagem dos fuzis, mas o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva no país, desde a fabricação das munições até sistemas que garantam maior precisão ao armamento. A fábrica tem capacidade para produzir até 70 milhões de cartuchos por ano.

A ampliação do complexo industrial deve permitir a produção completa dos fuzis AK-103, tornando a Venezuela menos dependente de importações para seu armamento.

Entretanto, a iniciativa ocorre em um cenário de dificuldades econômicas e sociais no país, o que levanta dúvidas sobre o impacto do investimento em armamentos para a população. Especialistas e críticos apontam que o foco em produção bélica pode desviar recursos de áreas prioritárias, como saúde e educação.

Além disso, a fabricação local de armamentos pode influenciar a dinâmica regional, dada a sensibilidade geopolítica da América Latina, especialmente diante de sanções internacionais e tensões diplomáticas envolvendo a Venezuela.

A produção do AK-103 reforça o alinhamento estratégico entre Caracas e Moscou, que tem ampliado sua cooperação em setores militares e tecnológicos.

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