Brasil

Militar é preso por feminicídio após cabo ser encontrada carbonizada em quartel no DF

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Email

Brasília (DF) – A cabo musicista Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrada morta e com o corpo carbonizado nas dependências do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), em Brasília, na tarde deste sábado. A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso como feminicídio.

De acordo com as primeiras informações, o corpo da militar foi localizado após um incêndio dentro do quartel. Testemunhas relataram que, logo após o controle das chamas, militares removeram do local instrumentos musicais, incluindo o utilizado pela vítima.

O principal suspeito é o soldado Kelvin Barros, de 21 anos, que prestava serviço na mesma unidade. Em depoimento à polícia, Barros confessou o crime. Ele afirmou ter tido um relacionamento extraconjugal com a cabo e disse que a morte ocorreu após uma discussão. Segundo sua versão, durante a briga, Maria teria apontado uma arma para ele, momento em que ele teria pegado um punhal que estaria na cintura da militar e golpeado seu pescoço. O soldado admitiu ter ateado fogo ao corpo em seguida, na tentativa de ocultar o crime. A arma mencionada em seu depoimento foi encontrada pela polícia em um bueiro próximo ao quartel.

A narrativa do soldado é contestada pela família de Maria, que nega qualquer tipo de relacionamento entre os dois. Colegas da vítima relataram à investigação que o suspeito tinha o hábito de assediar mulheres recém-chegadas à unidade. A cabo Maria de Lourdes estava há apenas cinco meses lotada no regimento.

Kelvin Barros foi preso em flagrante e deverá responder por feminicídio e outros crimes conexos. A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do crime e apurar a veracidade das diferentes versões apresentadas.

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Email

Notícias Relacionadas