Na manhã da última sexta-feira (14), a comunidade Beira-Rio, situada no bairro da Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro, foi marcada por um crime horrendo. Uma jovem foi assassinada com extrema crueldade, e seu corpo esquartejado por um homem ainda não identificado, que descartou partes dos restos mortais para cães da região.
Câmeras de segurança capturaram o momento em que o suspeito transporta o corpo, enrolado em uma lona azul, em um carrinho de mão. As imagens já estão sob análise da Polícia Civil, que iniciou uma investigação aprofundada.
Detalhes do Caso
A mãe e a cunhada de Marcelle iniciaram as buscas imediatamente após perceberem seu desaparecimento. A mãe tentou contatar o suspeito, um chinês conhecido como Xau, que em uma ligação afirmou que a jovem havia saído sozinha. Em outras, alegou estar dormindo ou trabalhando fora da cidade.
A verdade foi revelada quando uma amiga do suspeito, que possuía as chaves da casa onde eram alimentados os cães, permitiu a entrada dos familiares. Neste local, a cunhada encontrou o corpo de Marcelle, mutilado pelos animais. “Ele planejou tudo, achando que os cães dificultariam a identificação”, declarou Cláudia Luciana de Araújo, tia-avó da vítima. O celular de Marcelle desapareceu e sua bicicleta foi encontrada jogada em um rio.
De acordo com a Polícia Civil, o corpo não apresentava marcas de tiros ou facadas, e exames estão sendo realizados para determinar a causa da morte.
Um Amigo Obsessivo
Amigas de Marcelle relataram que Xau tinha um comportamento obsessivo em relação a ela, embora a jovem o considerasse apenas um amigo. “Ele tinha muitas fotos dela no celular”, contou a família. Apesar da proximidade, ele nunca havia demonstrado comportamento violento, o que aumentou o choque dos familiares. “Ele frequentava nossa casa, trazia yakisoba. Não parecia uma pessoa ruim”, afirmou Layssa Oliveira, cunhada de Marcelle.
O caso está sob a investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer todos os detalhes dessa tragédia que deixou a comunidade em estado de choque. A procura pelo suspeito continua.



