A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) cumpriu, na manhã desta sexta-feira (6), um mandado de busca e apreensão na residência da empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo Seffair (PL), localizada na rua Acre, no bairro Vieiralves, zona centro-sul de Manaus.
A operação, comandada pelo delegado Marcelo Martins, ocorre no âmbito de uma investigação sobre a divulgação e possível manipulação de imagens envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD), durante a campanha eleitoral de 2026.
Segundo informações divulgadas pelo BNC Amazonas, a ex-candidata não estava no imóvel no momento da chegada dos policiais. A diligência foi realizada após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) derrubar uma liminar que havia suspendido a medida judicial.
O delegado Marcelo Martins informou que apreendeu aparelho celular e notebook pertencentes a Maria do Carmo.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e apura possíveis crimes previstos nos artigos 241-A e 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados à divulgação e à manipulação de imagens envolvendo menores de idade.
A decisão que permitiu a entrada dos policiais na residência foi assinada pelo desembargador Paulo Feitoza, que considerou necessária a preservação de provas digitais, diante da possibilidade de arquivos eletrônicos serem apagados ou modificados.
Maria do Carmo recorre à Justiça para evitar prisão
Além de enfrentar a operação policial, Maria do Carmo tenta impedir uma eventual prisão no decorrer das investigações. Sua defesa apresentou um pedido de habeas corpus preventivo ao TJAM, solicitando um salvo-conduto para garantir a liberdade da empresária.
Os advogados alegam ter recebido informações sobre a possibilidade de um pedido de prisão preventiva. Entretanto, não foi apresentada comprovação de que exista uma ordem de prisão expedida contra a ex-candidata.
O pedido foi redistribuído ao desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior e aguardava análise, conforme as informações divulgadas até quinta-feira (5).
Em outra manifestação judicial, a defesa também se colocou à disposição para o cumprimento de medidas cautelares alternativas à prisão, incluindo a entrega do passaporte e a restrição de deslocamentos para fora de Manaus sem autorização judicial.
Delegado Marcelo Martins assume investigação
Na quarta-feira (4), o delegado Marcelo Martins passou a atuar no inquérito por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas.
Martins, que permanece como titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), foi designado para reforçar a equipe responsável pelas investigações na Depca.


