Otávio Simões conduziu a emblemática obra ‘Salvator Rosa’ no FAO 2026; festival com apoio da Lei Rouanet segue até 31 de maio na capital
Mais de um século após a consagração de Carlos Gomes como um dos maiores nomes da ópera nas Américas, sua obra voltou ao palco sob a batuta de um descendente direto. O maestro Otávio Simões, o sobrinho-trineto do compositor, regeu a ópera Salvator Rosa na noite de domingo (17/05), no Teatro Amazonas, no centro de Manaus.
A apresentação integrou a programação do Festival Amazonas de Ópera, o maior festival de ópera da América Latina, e reuniu solistas, coro e orquestra em uma das obras mais emblemáticas do repertório de Carlos Gomes.
A ligação familiar entre regente e compositor ganha relevância simbólica dentro da cena lírica brasileira. Segundo registros publicados pelo jornal Correio Popular, Otávio Simões pertence à linhagem direta do autor de “O Guarani” e tem se dedicado à preservação e revisão de suas partituras originais, atuando também como consultor musical em produções audiovisuais sobre a vida do compositor.
No palco, solistas, coro e orquestra deram vida à narrativa de Salvator Rosa, ópera que mistura arte, política e tensão dramática, marcas da escrita de Carlos Gomes. Sob a condução do descendente, a obra ganha uma camada adicional de leitura: não apenas interpretada, mas ressignificado por quem carrega, na própria trajetória, a continuidade dessa história.
A récita faz parte da 27ª edição do festival, que segue até o dia 31 de maio, com apresentações no Teatro Amazonas e em outros espaços culturais de Manaus.
Realizado com recursos da Lei Rouanet e com patrocínio do Bradesco, o Festival Amazonas de Ópera é organizado pelo Fundo do Festival em parceria com o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Lei Rouanet. Realização: Ministério da Cultura, Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
FOTOS: Esley Cavalcante e Chrys Farias/Divulgação


