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Senador Plínio Valério critica Governo Federal e alerta para grupos armados em aldeias no Amazonas

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Declaração ocorre após denúncias sobre a presença de homens armados em áreas indígenas próximas à fronteira com a Colômbia.

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) chamou atenção, nesta terça-feira (1º), no Senado Federal, em Brasília, para a presença de grupos armados em aldeias indígenas na região do Rio Negro, no Amazonas. Ao abordar as denúncias envolvendo comunidades próximas à fronteira com a Colômbia, o parlamentar criticou a atuação do Governo Federal e cobrou maior proteção para os indígenas que vivem na região.

“Lá as ONGs predominam, o ISA (Instituto Socioambiental) esteve muito tempo lá, pessoas comuns não entram. Os grupos armados estão lá dentro das aldeias indígenas. É um estado, como eu digo aqui, que pune mas não protege. Esse Governo Federal tem desmobilizado as Forças Armadas que estão sempre lá cuidando da gente”, afirmou Plínio.

As declarações ocorrem em meio a denúncias sobre a presença de homens armados, em áreas indígenas próximas à fronteira entre Brasil e Colômbia. Os relatos envolvem as regiões do Alto Tiquié e do Baixo Uaupés, em São Gabriel da Cachoeira, e motivaram pedidos de providências para reforçar a segurança das comunidades.

A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou ao Governo Federal medidas para proteger as comunidades indígenas diante dos relatos sobre a presença de homens armados.

CPI das ONGs

Plínio Valério presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a atuação de organizações não governamentais na Amazônia. Os trabalhos da comissão revelaram prejuízos causados por parte dessas organizações à floresta, aos povos indígenas, ribeirinhos e caboclos, além de impactos relacionados à soberania nacional.

Durante os trabalhos da CPI, Plínio também participou de diligências na região de São Gabriel da Cachoeira. Ao relembrar uma dessas agendas, o senador afirmou que uma comitiva de indígenas Koripako levou 14 dias para chegar ao local onde os parlamentares estavam.

“Quando a gente fez uma diligência da CPI das ONGs uma comitiva dos indígenas Koripako levou 14 dias para chegar”, relatou.

MPF investiga denúncias

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar a possível incursão e permanência dos grupos armados em território brasileiro. A investigação teve início após o recebimento de um ofício da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

Segundo portaria, os relatos citam as localidades de Rio Castanho, Comunidade São Felipe, Morro do Beija-Flor, Cachoeira Comprida e a região da Comunidade Cunurí.

Entre as denúncias recebidas pelo MPF estão invasões de roças de subsistência, ameaças com armas de fogo, coação de moradores e restrições ao acesso e ao trabalho agrícola. O documento também registra a informação de que uma liderança indígena da comunidade Cunurí teria sido retida e obrigada a servir de guia para os homens armados.

Diante dos relatos e por se tratar de uma área de fronteira entre Brasil e Colômbia, o MPF recomendou com urgência aos comandos do Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira, além da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, o reforço do patrulhamento e da proteção territorial nas áreas citadas.

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